terça-feira, 2 de novembro de 2010

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R.bEmídio Navarro, Lisboa, 2010-11-01

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R. Emídio Navarro, Lisboa, 2010-11-01

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

EMEL

Texto entregue em mão na loja da EMEL, empresa que gere o estacionamento de superfície em Lisboa.
Segundo me foi dito pela simpática senhora que me atendeu, posso contar com uns três meses de espera pela resposta, se esta for emitida dentro do prazo habitual.
Espero eu, também, que nesse entre-tempo ninguém seja seriamente ferido neste local.
E eles que esperem também por mim, que lá pelo Natal tratarei de saber algo sobre o assunto, se esse for o caso.


“Ao fundo da Av. Casal Ribeiro o passeio foi ocupado com o tapume de uma obra. Foi colocada sinalização vertical e horizontal para indicar o desvio dos peões.
Acontece que, em seguindo esse desvio, são os peões conduzidos à faixa central onde não podem caminhar por estar ocupada por automóveis estacionados nos lugares devidos e por vós cobrados.
Assim sendo, sugiro que anulem esses lugares, permitindo o trânsito a peões ou, em alternativa, que seja colocado um corredor de segurança, balizado, onde os peões possam caminhar.”


Texto e imagem: by me
(Propositadamente, este texto foi escrito à revelia do novo acordo ortográfico)

terça-feira, 12 de outubro de 2010

À porta da esquadra

Eu até nem costumo caminhar por aqui. Mas o tempo estava bom, eu não tinha pressa e queria ir fazer umas fotografias ali à junta de freguesia.
E, quando dei por mim, não consegui passar: mesmo à porta da esquadra de polícia estava a moto que aqui se vê, barrando o caminho aos peões.
Achei que era demais. De uma forma ou de outra, e mesmo não gostando, vamos estando habituados aos passeios selvaticamente, e à margem da lei, ocupados por viaturas. Mas mesmo à porta da esquadra de polícia ultrapassava todos os limites do tolerável!
Entrei na esquadra e, quando o agente de serviço me questionou sobre o que ali me levava, expliquei-lhe que queria passar e não podia.
“Onde?”, perguntou ele.
“Ali mesmo à vossa porta. Aquela moto não me deixa espaço para caminhar no passeio.”
Saiu ele do edifício e, com um à-vontade que então estranhei, dirigiu-se-lhe, endireitou o guiador e, fazendo equilíbrio do lado de cá, que é um declive, e encolhendo a barriga do outro, por via do murete baixo, deu umas três ou quatro voltas em torno da moto.
De regresso a junto a mim, disse-me:
“Vê? Eu passei à-vontade, e peso 106 quilos!”
E regressou ao interior da esquadra.
Confesso que fiquei sem resposta.
Da ineficácia, do fechar de olhos, da tolerância policial, todos temos consciência e já o constatámos pessoalmente.
Agora que ironizem e que brinquem connosco quando nos queixamos de uma ilegalidade, é bem mais do que o cidadão comum pode esperar.
Ainda estive para o seguir ao seu posto de trabalho, pedir-lhe a identificação e chamar pelo graduado de serviço, a quem apresentaria uma queixa formal da moto estacionada e outra do comportamento do seu subordinado. Mas dentro de uma esquadra, queixarmo-nos de um agente que ali está de serviço não é, certamente, das coisas mais salutares que podemos fazer. Fiquei-me pelo registo fotográfico.
Mal tinha tido tempo de fazer esta única que aqui se vê quando sai da esquadra um homem que, junto à moto, sorriu para mim, pôs o capacete, subiu para ela e abalou.
Conclui que tinha, de facto, feito o melhor. Enfrentar o corporativismo policial no seu terreno não é, certamente, a melhor coisa a fazer em prol da saúde, mais a mais quando acontece no nosso bairro de residência.
Fica o relato, a identificação do veículo, que a tenho, e o fazer chegar este episódio ao comando da PSP.
Esqueceram-se, estes agentes, que o direito à indignação e ao protesto é inalienável. Tal como se esqueceram que são funcionários públicos e que quando um cidadão a eles se dirige é suposto responderem com a urbanidade que a sua farda e função exigem.

Texto e imagem: by me

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Opções policiais

Em chegando ao principal largo do meu bairro, tudo parecia estar como de costume: a estação de comboios no mesmo sitio, o centro comercial também, o quiosque continuava a vender revistas e tabaco, os passeios mantinham-se ocupados por automóveis…
A única nota dissonante era uma patrulha apeada de três membros da divisão de trânsito da PSP. Bem visíveis à distância, que a sua braçadeira vermelha não dá azo a confusões.
Estavam eles (dois homens e uma mulher) olhando pacatamente o que ali se passava e foram-se dirigindo para os meus lados, que parara eu no cruzamento das duas ruas da imagem.
Esperei que se aproximassem quanto bastasse e interpelei-os sobre se iriam actuar em relação aos passeios ocupados.
Responderam-me que sim que talvez, mas que primeiro haveriam de tratar destes outros, estacionados também à margem do código da estrada, mas na faixa de rodagem.
Então eu espero, disse-lhes, vou ali ao Multibanco e volto. É que, sabem, faço questão de fazer valer os meus direitos como peão e sempre gostaria de vos ver aplicar a lei.
“Vá”, disse-me ela em tom irónico, “e aproveite e tome um ou dois cafés, que isto vai demorar muito!”
Fui, voltei, esperei, fui tomar um café, voltei, continuei a esperar e, hora e meia depois, estavam todos os estacionados na faixa de rodagem multados, alguns com os condutores identificados.
Entretanto, e porque a presença deles ali, bem como o que estavam a fazer, já tinha sido divulgada por tudo quanto era lugar nas imediações, todos os carros que estavam no passeio haviam partido, dando lugar a um passeio largo, bonito de se ver, e seguro para quem nele quisesse caminhar.
Fui-me embora, que nada mais havia ali para eu ver. Já na estação, do outro lado do largo, ainda vi a agente que me havia recomendado dois cafés, na zona do passeio, a olhar para ele e para mim, encolhendo os ombros.

Claro que, tendo que definir prioridades, o estacionamento irregular no asfalto é bem mais importante que a segurança dos peões.
Resta saber se é uma opção dos agentes de segurança, se uma decisão dos seus comandos ou se depende da importância das coimas aplicadas.

Texto e imagem: by me

terça-feira, 14 de setembro de 2010

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Não estava nem bem nem mal disposto.
Vinha do almoço, o calor apertava e tinha levado uma “tampa” no tocante a uns olhos que queria fotografar. Mas não se pode ganhar sempre.
Eis que vejo esta carrinha estacionar como se vê: em cima do passeio. Tão ou mais caricato é que, do outro lado da rua, a esta hora, abundam os lugares vagos.
E estava eu a pensar se interviria ou não, quando vejo ultrapassar a carrinha, pelo asfalto, duas senhoras, uma empurrando um carrinho de bebé, acompanhadas por três pimpolhos com não mais de 5 ou seis anos.
Aí achei que tinha mesmo que fazer algo!
Dirigi-me ao motorista, ainda sentado ao volante e com uns vinte e tal de idade. Saudação regulamentar, um passo atrás e questionei-o sobre se tinha visto aquela grupo de gente a caminhar pela faixa de rodagem, que ele ocupava o passeio.
Com um sorriso, diz-me que sim, que havia visto.
Engolindo em seco, sugiro-lhe que, para evitar que se repetisse, que fosse ocupar os lugares vagos ali existentes.
Diz-me que não, que nem pensar, que estava ali para atender aquela loja e que não estava para carregar as encomendas através da rua.
Ainda lhe sugeri que, ao menos, ocupasse o asfalto e não o passeio.
Que não! Que ali estava bem e que quanto mais tempo eu ali estivesse à conversa com ele, mais tempo ficaria a bloquear o caminho aos peões.
Nada mais havia a dizer. Nova saudação regulamentar e afastei-me para fazer as fotografias habituais, enquanto ele saída da carrinha e tratava da sua vida. Tal como eu, que fui à minha.
Uns dez minutos depois, já eu estava na minha rua, vejo-o chegar. Tinha ido dar a volta ao quarteirão, que até é grande, em minha busca. Parou do outro lado e interpelou-me:
“Já que fez as fotografias, agora quero a sua identificação!”
“Obviamente que não! Identificado apenas na esquadra.”
Com um sorriso, convidou-me a entrar que seguiríamos para lá.
Entrar na carrinha seria o mesmo que “pedir festa”, pelo que lhe disse que sempre se poderia chamar o carro patrulha.
O sorriso rasgou-se-lhe de orelha a orelha e rematou, antes de seguir:
“Olhe, se lá for, não se esqueça de dar cumprimentos a Fulano de Tal. É o meu pai!”

Não fixei o nome. Fazê-lo ou anotá-lo seria garantir que lá iria e que daria um valente raspanete ao tal agente, pai de tal criatura, por ter nas ruas um filho assim.
Mas fica-me de memória a viatura e a carantonha do rapazola que pensa ter as costas e o resto quentes. Que, cedo ou tarde nos tornaremos a encontrar em circunstâncias semelhantes aqui no bairro. E, nessa altura, talvez seja mesmo necessário chamar a patrulha por via de um qualquer incidente rodoviário. Quem sabe?

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

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R. Francisco Salgado Zenha, Tapada das Mercês, 2010/08/26

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Eram uns quantos


Eram uns quantos. Uns quantos que, como este aqui da esquerda, estavam estacionados em cima do passeio.
Depois de ter posto a carta nos correios, regressei ao local e fiz as fotos do costume. Lamentavelmente do costume.
E estava eu por ali, na esperança de ver as carantonhas de quem tal havia feito, quando vejo descer a rua um carro patrulha. Não tinha nada que saber: Fiz-lhes sinal para pararem.
Aproximei-me da janela da direita e a agente que aí estava perguntou-me o que se passava. A minha resposta foi simples:
“Como é que eu posso caminhar pelo espaço que me está reservado?”
O agente que conduzia perguntou, deixando-me desconcertado:
“E qual é o espaço que lhe está reservado?”
“O passeio!”, retorqui, fazendo um gesto amplo e mostrando os quantos lá estavam parados.
Manobraram o carro e estacionaram onde se vê, saindo para continuar a conversa. Expliquei-lhes eu a ilegalidade da situação, bem como da frequência com que acontece.
Fui então informado que não eram da zona, mas que haviam chamado o carro patrulha correspondente. E foram à sua vida, ele e ela, de farda, crachá ao peito e arma à cinta.
“Bem posso esperar!”, pensei. E enganei-me!
Uns cinco minutos, ou o tempo de um cigarro, depois, eis que chega outro carro patrulha. Juntaram-se os quatro agentes, conferenciaram, os primeiros foram-se e os segundos vieram tomar conta da ocorrência.
Entretanto, já tinham debandado os que estavam, bem como um outro que, no meio-tempo, tinha parado.
Conversa vai, conversa vem, debatemos a questão do estacionamento ilegal nesta rua, bem como no resto da freguesia, e fiquei a saber que é a mesma patrulha que cuida das autuações nestes casos que também cuida das questões criminais e das desavenças conjugais, quando para tal é chamada. E que tinham interrompido uma chamada para um assalto a uma loja, já consumado, para aqui virem em resposta ao pedido dos colegas.
Foram-se, com a minha esperança de que algo fizessem junto da hierarquia.
E ainda mal tinham chegado ao fundo da rua, já outro ocupava de novo o passeio.
Desisti! Por hoje desisti! Mas só por hoje, entenda-se, e da parte da manhã, que de tarde logo se vê!

Texto e imagem: by me

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

54-38-UT

Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2010/08/11

58-09-UE

Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2010/08/10

92-73-IU


Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2010/08/10

01-CM-63 10-27-TS


R. Em´dio Navarro, Lisboa, 20101/08/09

75-53-OA 25-48-CL


R. Emídio Navarro, Lisboa, 2010/08/09

39-GL-97

Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2010/08/07

65-47-VB


Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2010/08/06

60-67-RZ

Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2010/08/06

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

70-94-TT

Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2010/07/31

85-HT-95


R. José Falcão, Lisboa, 2010/07/30

65-GG-93


Av. Duque Dávila, Lisboa, 2010/07/30

54-DZ-89


Largo da Estação, Tapada das Mercês, 2010/07/22