terça-feira, 29 de setembro de 2009

16-FR-10

Rua de São Bernardo, Lisboa, 2009/09/29

Sobre esta imagem, AQUI

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Um depoimento


Fui convidado para participar num debate com forças políticas sobre o estacionamento nos passeios e passadeiras em Lisboa.
Da resposta que dei a esse convite aqui fica parte, a significativa:

…
Para já, acho que a questão não é para políticos. Estes, na Assembleia da República ou no Município, fazem as normas, as regras e as leis que regem a sociedade. E, sobre o tema, já existe lei QB: não é permitido estacionar nos passeios (impedindo a passagem dos peões), tal como não é permitido estacionar nas passadeiras de peões, com sinalização luminosa ou não. Mais, a lei define, sem azo a dúvidas, quais as sanções aos infractores.
Pôr os políticos a fazerem mais leis nacionais ou posturas municipais sobre a matéria é apenas complicar aquilo que já existe e que é simples.
O problema põe-se, antes de mais, no civismo (ou na sua falta) por parte de inúmeros cidadãos automobilistas. Mas como civismo e educação não se compram no super ou na net, restará a solução de fazer implementar as leis existentes, ou seja, que os agentes da lei actuem.
E aqui reside uma segunda parte do problema: a ineficácia dos agentes policiais ou fiscalizadores. Começando pela situação caricata de, por vezes, serem eles parte do problema e não da solução, com os inúmeros casos de carros da PSP, da Polícia Municipal ou da EMEL mal parqueados e impedidores do trânsito de peões. Por outro lado, a “vista grossa” que as patrulhas policiais, apeadas ou motorizadas, fazem aos casos em causa. Indo mais longe ainda, acontece não raramente que, ao serem as patrulhas incentivadas a fazer cumprir a lei, apresentarem desculpas esfarrapadas para não multarem os infractores. Não é recorrente, mas acontece. A isto acrescente-se a morosidade da justiça, as amnistias e as caducidades dos prazos e os cidadãos infractores sentem-se impunes ao bloquearem os direitos básicos de circulação e segurança dos peões.
Uma das soluções encontradas por partes dos autarcas, e bem visível nestes últimos tempos (ou não estivéssemos em campanha eleitoral) é a aplicação nos passeios de pilaretes, metálicos ou de cimento, impedindo o estacionamento irregular. E isto não é solução! Por um lado, apenas leva a que os automobilistas, que não respeitam os peões, procurem outros lugares, não bloqueados, para estacionarem a seu bel prazer. Por outro lado, e enquanto peão, é uma solução que me incomoda de sobre maneira, já que acaba por se assemelhar a uma prisão, o trajecto que percorro em segurança no passeio. Questionável será também, o critério usado na colocação desses pilaretes, já que são vistos em zonas nobres ou junto a edifícios em comercialização e, raramente, em zonas ditas populares ou em que não existam interesses imobiliários. Para já não falar na agressão que são, nas partes baixas, a quem circula com menos atenção ou sem capacidade de ver. Os pilaretes são, em última análise, algemas que se aplicam a todos os cidadãos, para que alguns não prevariquem. Não faz sentido e agride-me! Agride-nos a todos na liberdade que deveríamos ter em nos deslocarmos no espaço público.

Mas tudo isto são questões a jusante. Que o núcleo do problema está a montante! A existência em demasiadas de viaturas automóveis onde não há espaço para tantas. No caso particular da cidade de Lisboa, da migração diária de e para os subúrbios.
São dezenas de milhar de automóveis que todos os dias entram na cidade, trazendo pessoas para as suas lides e labutas. E trazem-nos, para além do já mais que falado comodismo, porque as soluções alternativas são reduzidas, se algumas.
A rede de transportes colectivos entre os subúrbios e a capital não é eficaz!
Desde logo porque os transportes colectivos rodoviários partilham as mesmas vias que as viaturas particulares, circulando com a lentidão que lhes é conhecida nas horas de ponta. Não são uma alternativa válida para quem possui automóvel e é egoísta.
Em seguida porque os nós de transportes colectivos entre subúrbios e a capital não possuem ligações de transportes locais eficazes. As mais das vezes terminam algures entre as 19 e as 21 horas, não sendo úteis a muitos dos que trabalham na capital. Os horários destas carreiras são, muitas vezes, afinados por horários escolares ou do comércio local, esquecendo os passageiros que vêm da capital.
Estes confrontam-se com trajectos a pé, por vezes de quilómetros ou, em alternativa, o uso do carro pessoal que poderiam ter deixado nas imediações.
E digo poderiam porque, em regra, não podem. Porque não existem, próximo desses nós de transportes colectivos, lugares em quantidade e gratuitos para que possam ser usados. Quando existem lugares em quantidade, são pagos e nem sempre a preços convidativos.
E o cidadão suburbano, em fazendo contas ao parqueamento no subúrbio, mais o ou os transportes colectivos que tem que usar, acrescido do incómodo, acaba por preferir o conforto da sua viatura, o respectivo consumo energético e ignorar por completo as consequências de estacionar numa cidade sobrelotada. E nem sempre respeitando os seus concidadãos.
E, ao falar em subúrbios e capital, falo também em bairros periféricos e núcleo antigo dos municípios circundantes a Lisboa (ou Porto, ou Coimbra, ou…)
A solução a todo este problema passaria por decisões integradas entre municípios, em opções em que a qualidade de vida dos cidadãos fosse sobrevalorizada quando comparada com custos de infra-estruturas, como parqueamentos (horizontais ou verticais), e condições de concessões de alvarás de exploração de transportes colectivos.
Acontece, porém, que cada município se preocupa com as soluções dos seus munícipes, deixando aos vizinhos as soluções que a eles dizem respeito. E curioso é viajar radialmente ao centro de Lisboa, e constatar onde acaba um município e começa outro. As fronteiras parecem “terra de ninguém”, onde os bairros de lata e a ausência de infra-estruturas, rodovias e parqueamentos incluídos, são bem notórios.
Por tudo isto quando há uns anos aconteceu um referendo sobre regionalização eu votei a favor. Para que houvesse uma entidade, algures entre o governo central e o municipal, que solucionasse este tipo de situações. Inconsequente a minha opinião, então e agora.
E vemos as grandes obras locais a aumentarem, no caso de Lisboa com as IC’s, as CRIL’s, as CREL’s e os túneis, a aumentarem de largura e a facilitarem que os cidadãos, mais preocupados com o seu umbigo que com o colectivo, usem o seu próprio automóvel para chegarem aos centros urbanos, capital ou outros. Sobrelotando os locais de estacionamento existentes e recorrendo a expedientes, como é apanágio do Português médio.
Resumindo:
Mais aplicação e fiscalização das leis existentes, mais meios alternativos eficazes e coordenados de transportes colectivos urbanos e suburbanos e teremos mais espaço seguro para que os peões possam andar em segurança.
…



Texto e imagem: by me

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

67-CM-61


Av Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009709/13

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Av Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009709/13

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Av Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009709/13

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Av Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009709/13

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Largo da Estação, Tapada das Mercês, 2009709/12

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Av Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009709/12

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

24-03-XV

Av. Julio Dinis, Lisboa, 2009/09/11

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Av. António Serpa, Lisboa, 2009/09/11

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Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapda das Mercês, 2009/09/11

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Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapda das Mercês, 2009/09/11

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R. Visconde de Seabra, Lisboa, 2009/09/10

32-82-SC


R. Visconde de Seabra, Lisboa, 2009/09/10

43-57-JH

Av Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/09/10

27-73-SO

Av Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2007/09/10

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

88-73-QV

Av Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/09/09

39-82-ZG


Av Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/09/09

78-41-PS


Av Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/09/09

sábado, 5 de setembro de 2009

13-97-XV


Av Julio Dinis, Lisboa, 2009/09/04

99-81-PZ


Av Julio Dinis, Lisboa, 2009/09/04

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Av Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/09/04

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R Francisco Salgado Zenha, Tapada das Mercês, 2009/09/04

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R Francisco Salgado Zenha, Tapada das Mercês, 2009/09/04

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R Francisco Salgado Zenha, Tapada das Mercês, 2009/09/04

78-41-PS

Av Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/09/03

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Av Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/09/03

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Av Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/09/03

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

83-AH-50

Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/09/02

07-92-VQ

Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/09/02

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

62-82-EH

Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/08/27

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Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/08/27

05-HC-57


Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das mercês, 2009/08/27

73-99-FS

R. Francisco Salgado Zenha, Tapada das Mercês, 2009/08/26

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R. Francisco Salgado Zenha, Tapada das Mercês, 2009/08/26

terça-feira, 25 de agosto de 2009

NG-31-81


R. Visconde de Seabra, Lisboa, 2009/08/25

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Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/08/25

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R. Francisco Salgado Zenha, Tapada das Mercês, 2009/08/25

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

M-1440-SW


R. Visconde de Seabra, Lisboa, 2009/08/24

03-51-HB

Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/08/23

06-01-RN


Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/08/23

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Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/08/23

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Av Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/08/23

29-00-NZ

Cais do Sodré, Lisboa, 2009/08/21

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R.Almeida Brandão, Lisboa, 2009/08/21

sábado, 15 de agosto de 2009

84-DP-16

Av. Marechal Gomes da Costa, Lisboa, 2009/08/14

Já passava das duas e meia da tarde. Tinha estado com o horário da madrugada, nesse dia prolongado por causa de férias, tinha acabado de passar um autocarro, implicando mais uns bons 20 minutos de espera, e estava um calor abrasador.
Enquanto tentava, em vão, encontrar uma sombra fresca sob o abrigo da paragem, uns metros mais acima pára este carro.
Bolas, pensei. Porque raio não se ficou no recorte de estacionamento e teve que vir para cima do passeio?
E, apesar de o espaço deixado livre para os peões ser bem mais que suficiente, achei que seria mais um caso a registar. E fi-lo, vigiado pelo olhar franzido do ocupante da viatura, que nunca dela saiu.
Preparava-me para sinalizar o autocarro, que entretanto já se entrevia ao cimo da avenida, quando um outro condutor resolveu irmanar o que se vê na imagem. Mas, mais que igualar, entendeu que o deveria suplantar e subiu o passeio com as duas rodas da frente e uma de trás, ocupando todo o passeio. Entre o pára-choques e o muro não caberia uma mão-travessa.
Não bastava ter tido uma semana de me levantar às 3.30H; Não bastava estar um calor perto do infernal; Não bastava ter tido uma desavença com a chefia nesse dia. Tinha que vir este com este comportamento!
Mandei às urtigas o autocarro, abeirei-me da janela do condutor, saudei com uma continência quase regulamentar e pedi-lhe que abrisse o vidro que lhe queria falar. E perguntei-lhe:
“Não sabe que não pode estacionar em cima do passeio?”
Com um sorriso trocista, respondeu-me:
“Não posso, não, que já cá estou. Não devo!”
A piada, de tão velha que é, perdeu a graça e assumiu foros de provocação. Eu, que já estava zangado, encontrei-me num limbo entre isso mesmo e a fúria desmedida.
“Vou repetir, para o caso de não me ter entendido: Não sabe que não pode estacionar em cima do passeio?”
A moça que vinha sentada no banco de trás, indicando a senhora sentada ao lado do condutor, afirmou pela janela:
“É que ela é deficiente!”
Em simultâneo, ele mostrava-me um dístico azul que, em circunstâncias normais, lhe dariam direito a alguns privilégios de estacionamento. Mas nunca aquele ali assumido.
Hesitei uns segundos. Hesitei em dar-lhes uma lição de moral, em que as necessidades especiais dos deficientes seriam usadas para censurar aquele estacionamento abusivo, já que nem mesmo ela ali poderia passar. Hesitei em afastar-me e fotografar o conjunto, não lhes dando nem troco nem explicações. Hesitei em dar espaço nos meus lábios para de entre eles saíssem os impropérios que a minha língua violentamente insistia em pronunciar.
E, enquanto hesitava e levava a mão à minha câmara fotográfica no seu estojo sob o meu colete, ele engrenou a marcha-atrás, que nem tinha desligado o motor, reocupou a faixa de rodagem e afastou-se avenida abaixo. E eu fiquei a vê-lo afastar-se, no vazio de Agosto, sem que fosse sequer capaz de lhe fixar a matrícula.
O que me não sai da memória é o sorriso trocista daquela cara redonda encimando um corpo que me pareceu pequeno atrás do volante. E, garantidamente, da próxima vez que com ele me cruzar, farei com que guarde a troça e o sorriso no lugar que nunca nele foi ocupado por educação e respeito pelos demais concidadãos, deficientes ou não.
À fé de quem sou que não se ficará a rir!


Texto e imagem: by me

domingo, 2 de agosto de 2009

30-13-LS

Av. Embaixador Aristides Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/08/02

61-21-OI


Av. Embaixador Aristides Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/08/01

66-AV-48


Av. Embaixador Aristides Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/08/01

sábado, 1 de agosto de 2009

18-03-AU


Av. da Igreja, Lisboa, 2009-07-31